Apresentação dos primeiros resultados do estudo “A Economia do Cuidado em Portugal”
Américo Mendes da Universidade Católica Portuguesa. Foto: Filipe Amorim
No âmbito do projeto ibérico “Novas Sociedades Longevas”, teve início o estudo “A Economia do Cuidado em Portugal”, coordenado por Américo Mendes, da Universidade Católica Portuguesa (Centro Regional do Porto).
Este trabalho procura analisar a organização dos cuidados de longa duração — formais e informais — e avaliar os seus impactos económicos, sociais e laborais.
O aumento da longevidade tem vindo a intensificar a procura de cuidados. Dados da OCDE mostram que a percentagem de população idosa em estruturas residenciais tem aumentado em vários países, ao mesmo tempo que as despesas com cuidados de longa duração representam uma fatia crescente do PIB.
Em Portugal, a prestação de cuidados continua a assentar, em larga medida, no apoio informal, prestado por familiares, o que levanta desafios em termos de sustentabilidade e organização das respostas sociais.
O estudo pretende caracterizar o perfil dos cuidadores, identificar desequilíbrios entre necessidades e oferta e avaliar os principais bloqueios na prestação de cuidados de longa duração, incluindo os seus impactos económicos e financeiros.
Os resultados serão apresentados em 2026 e deverão apoiar a definição de políticas públicas mais eficazes neste domínio
O projeto ibérico “Novas Sociedades Longevas”, desenvolvido pelo Conselho Económico e Social, pelo Instituto Politécnico de Bragança e pela Fundação Geral da Universidade de Salamanca, através do Centro Internacional sobre o Envelhecimento (CENIE), tem financiamento do programa europeu Interreg.