Apresentação dos primeiros resultados do estudo “Esperança Média de Vida e Anos de Vida Saudável”
Joana Ferreira Cima, da Universidade do Minho. Foto: Filipe Amorim
No âmbito do projeto ibérico “Novas Sociedades Longevas”, encontra-se em desenvolvimento o estudo “Esperança Média de Vida e Anos de Vida Saudável”, coordenado por Joana Ferreira Cima, da Universidade do Minho.
Este estudo centra-se na análise da diferença entre o número de anos vividos e os anos vividos com saúde, uma questão central num contexto de aumento da longevidade.
Em Portugal, apesar do aumento consistente da esperança média de vida, persiste um desfasamento significativo face aos anos de vida saudável. Dados do Eurostat indicam que o país apresenta valores elevados de longevidade, mas resultados menos favoráveis quando se analisa a qualidade de vida em idades mais avançadas, sobretudo no caso das mulheres.
A evolução entre 2000 e 2022 evidencia um aumento progressivo da esperança de vida, mas uma evolução mais irregular dos anos vividos sem limitações, o que reforça a necessidade de compreender os fatores que influenciam esta diferença.
O estudo pretende identificar esses fatores — incluindo condições ambientais, estilos de vida e acesso a cuidados de saúde — e desenvolver indicadores que permitam avaliar de forma mais precisa a qualidade de vida.
Os resultados serão apresentados em 2026 e deverão contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas orientadas para a promoção da saúde e a prevenção da doença.
O projeto ibérico “Novas Sociedades Longevas”, desenvolvido pelo Conselho Económico e Social, pelo Instituto Politécnico de Bragança e pela Fundação Geral da Universidade de Salamanca, através do Centro Internacional sobre o Envelhecimento (CENIE), tem financiamento do programa europeu Interreg.