Sociedades longevas
As sociedades longevas são aquelas em que as pessoas vivem mais tempo e em que essa maior longevidade transforma profundamente a forma como vivemos, trabalhamos e nos organizamos.
O aumento da esperança de vida e a melhoria das condições de saúde prolongam o tempo de vida e tornam as diferentes etapas — formação, trabalho, cuidado e participação — mais longas, diversas e menos lineares.
Neste contexto, as trajetórias tornam-se mais flexíveis, com percursos que combinam várias fases ao longo da vida e novas formas de participação social e económica.
Esta transformação coloca desafios importantes, mas também abre oportunidades: valorizar o contributo das pessoas ao longo de toda a vida, reforçar a ligação entre gerações e desenvolver respostas mais ajustadas às novas realidades.
Falar de sociedades longevas é reconhecer um novo paradigma — um modelo que procura garantir não apenas mais anos de vida, mas melhores condições para os viver com autonomia, participação e qualidade.
Face à relevância crescente deste tema, o Conselho Económico e Social assumiu a longevidade como um desígnio estratégico, promovendo em Portugal um projeto dedicado à sua análise e compreensão, desenvolvido em parceria com a Fundação Geral Universidade de Salamanca, via CENIE - Centro Internacional sobre a Longevidade, e o Instituto Politécnico de Bragança.