Professora Daniela Craveiro do ISEG. Foto de Filipe Amorim
No âmbito do projeto ibérico “Novas Sociedades Longevas”, está em desenvolvimento o estudo “A Economia da Longevidade em Portugal”, coordenado por Paula Albuquerque, do ISEG – Lisbon School of Economics & Management.
Este estudo tem como objetivo analisar o contributo das pessoas com 50 ou mais anos para a economia portuguesa, incluindo o seu impacto no consumo, no emprego e na criação de riqueza.
Os dados mais recentes evidenciam uma alteração significativa da estrutura etária da população. Em Portugal, o peso dos grupos mais velhos tem vindo a aumentar de forma consistente desde 2012, enquanto a população mais jovem tem vindo a diminuir, segundo dados do INE.
A análise ao longo do ciclo de vida revela também diferenças importantes em termos de rendimento e riqueza. Os grupos entre os 45 e os 64 anos concentram níveis mais elevados de riqueza líquida, enquanto os mais jovens apresentam maior exposição à dívida. Estes dados, com base no Household Finance and Consumption Survey (BCE), evidenciam o papel das gerações mais velhas na estabilidade económica das famílias.
O estudo irá ainda avaliar o impacto económico direto, indireto e induzido associado ao envelhecimento, incluindo setores como o turismo, a cultura e os serviços.
Os resultados serão apresentados em 2026, contribuindo para a definição de políticas públicas que valorizem o potencial económico da longevidade.
O projeto ibérico “Novas Sociedades Longevas”, desenvolvido pelo Conselho Económico e Social, pelo Instituto Politécnico de Bragança e pela Fundação Geral da Universidade de Salamanca, através do Centro Internacional sobre o Envelhecimento (CENIE), tem financiamento do programa europeu Interreg.