As mulheres vivem mais. Mas será que vivem melhor?

A longevidade não se vive da mesma forma por todos. Existem diferenças profundas na forma como envelhecemos — e essas diferenças são particularmente evidentes entre homens e mulheres.

Em Portugal, as mulheres vivem mais do que os homens. Mas, em média, vivem menos anos com saúde.

Aos 65 anos, têm mais anos de vida pela frente, mas uma menor proporção desses anos é vivida com qualidade.

Esta realidade não é apenas biológica. É o resultado de desigualdades acumuladas ao longo da vida.

Rendimentos mais baixos, carreiras contributivas interrompidas e menores níveis de escolaridade nas gerações mais velhas ajudam a explicar este desfasamento.

Os dados mostram também maior prevalência de doenças e uma perceção mais negativa do estado de saúde.

Há, no entanto, um sinal relevante: estas diferenças praticamente desaparecem nas gerações mais novas.

A longevidade reflete desigualdades — mas também mostra onde é possível atuar.

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Este texto baseia-se nas conclusões do estudo Esperança Média de Vida e Anos de Vida Saudável em Portugal, desenvolvido para o Conselho Económico e Social.

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